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Eleições 2026 e as regras que definem a representatividade no Legislativo

Entenda a aplicação dos sistemas proporcional e majoritário na escolha de deputados e senadores

A compreensão do sistema eleitoral é essencial para que o cidadão entenda o impacto de sua escolha nas urnas. Em 2026, a definição dos representantes para os cargos de deputado estadual, deputado federal e senador seguirá lógicas distintas, divididas entre os sistemas proporcional e majoritário.

✅ O quociente eleitoral nas eleições proporcionais

Para as cadeiras da Câmara dos Deputados e da Assembleia Legislativa, o sistema adotado é o proporcional. Nesse modelo, as vagas são distribuídas conforme o desempenho dos partidos ou federações, e não apenas pela votação individual.

O cálculo principal é o quociente eleitoral, obtido pela divisão do total de votos válidos pelo número de vagas em disputa. A partir dele, define-se o quociente partidário, que estabelece quantas cadeiras cada legenda ocupará.

Esse sistema busca garantir que as diversas correntes de pensamento da sociedade estejam representadas no Legislativo. Por isso, a eleição de um candidato depende tanto de sua votação nominal (que deve ser de no mínimo 10% do quociente) quanto do desempenho coletivo de seu grupo político.

✅ A escolha para o Senado

Diferentemente do Legislativo proporcional, a eleição para o Senado Federal ocorre pelo sistema majoritário. Nessa modalidade, são eleitos os candidatos que recebem a maioria simples dos votos válidos.

Como o Senado representa as unidades da federação, em 2026 o eleitor escolherá dois nomes para representar o Estado de São Paulo, já que duas das três cadeiras de cada estado serão renovadas para um mandato de oito anos.

O Compromisso com Limeira atua para que o acesso à informação qualificada fortaleça a cidadania. O entendimento sobre esses mecanismos técnicos contribui para uma participação consciente, visando o constante aperfeiçoamento da eficiência e da transparência na gestão pública.

Três décadas da urna eletrônica no Brasil: os reflexos da tecnologia na transparência eleitoral

Implementação do sistema digital em 1996 marcou o início de um processo que garantiu agilidade e segurança na apuração dos votos

 

O sistema de votação eletrônica no Brasil completa 30 anos de trajetória, consolidando um modelo que trouxe agilidade e segurança para o processo eleitoral.

A tecnologia, que começou a ser desenhada na década de 1990, teve sua implementação oficial nas eleições municipais de 1996, com o objetivo de modernizar a coleta e a apuração dos votos em todo o território nacional.

Naquele primeiro pleito com o uso das urnas eletrônicas, a Justiça Eleitoral estabeleceu critérios específicos para a transição do papel para o digital. O equipamento foi utilizado em todas as capitais brasileiras e em municípios que possuíam mais de 200 mil eleitores.

O estado do Rio de Janeiro foi a única unidade da federação a contar com o sistema informatizado em todas as suas cidades já naquela estreia.

Em Limeira, a adesão ao voto eletrônico ocorreu no ano 2000. Embora o município já apresentasse um crescimento populacional acentuado em 1996, o número de eleitores aptos na época era de aproximadamente 145 mil, o que situou a cidade na segunda fase de expansão da tecnologia.

A partir das eleições de 2000, o sistema foi estendido para a totalidade dos municípios brasileiros, eliminando definitivamente o uso de cédulas de papel.

O uso da tecnologia no processo eleitoral é um exemplo de como a inovação pode contribuir para a transparência e para o fortalecimento da cidadania, permitindo que a vontade da sociedade seja processada de maneira rápida e segura.

A cooperação entre os órgãos públicos e o aprimoramento constante das ferramentas de gestão são caminhos essenciais para uma administração pública cada vez mais moderna.

Em série de matérias, TSE mostra os detalhes do funcionamento das urnas eletrônicas

O Tribunal Superior Eleitoral disponibilizou uma série de cinco matérias com informações sobre tudo o que envolve a fabricação e o funcionamento da urna eletrônica, produto 100% brasileiro, desde a concepção do hardware e do desenvolvimento dos softwares, até a utilização propriamente dita do equipamento no dia de uma eleição.

Os temas são:

✔️ Problemas nas Eleições 1994 levaram à criação que modernizou o voto
✔️ Por trás da máquina, o esforço para essa produção da inteligência humana
✔️ Segurança do software diferencia equipamento de computador comum
✔️ Conheça a logística de armazenamento, transporte e descarte
✔️ Confira o passo a passo no dia da eleição

As reportagens contam que, em 1996, o TSE enviou as primeiras urnas eletrônicas aos tribunais regionais eleitorais (TREs). Porém, desde 1937 equipamentos que poderiam ser usados para coletar o voto do eleitorado vinham sendo testados.

A série também explica que a urna é um dispositivo que opera de maneira isolada e tem apenas dois cabos, que a conectam com a tomada e com o terminal do mesário. Não há nenhum mecanismo que possibilite a entrada do equipamento em rede e nem o acesso à internet, motivo pelo qual a urna não pode ser hackeada.

Para quem quiser se aprofundar em como funcionam as urnas eletrônicas, essa criação brasileira cuja eficiência é reconhecida mundialmente, a série de matérias do TSE é uma excelente pedida. As reportagens estão disponíveis aqui.