Mulheres são maioria nas urnas, mas ainda minoria entre as candidaturas
Participação feminina avança nas Eleições 2026, mas representação política continua distante da composição do eleitorado brasileiro
As mulheres representam 52,84% do eleitorado brasileiro. Quando olhamos para quem disputa as Eleições 2026, porém, a proporção cai para cerca de 35% das candidaturas.
E a diferença é ainda maior nos cargos majoritários. Entre as candidaturas registradas após o encerramento do prazo eleitoral, mulheres representavam 15,4% dos nomes para presidente, 16,4% para governador e 21,9% para senador. Para deputado federal, eram 36,5%; deputado estadual, 34,4%; e deputado distrital, 35,5%.
Os números mostram avanços, mas também reforçam um desafio: ampliar a presença das mulheres nos espaços em que são tomadas as decisões que afetam toda a sociedade.
Limeira tem um capítulo importante nessa história. Em 1934, Maria Thereza Silveira de Barros Camargo tornou-se a primeira mulher a ocupar a Prefeitura de Limeira, a primeira prefeita do Estado de São Paulo e uma das pioneiras do país. No ano seguinte, foi eleita deputada estadual e participou da Assembleia Constituinte paulista.
Mais de 90 anos depois, fortalecer a participação feminina na vida pública continua sendo uma pauta necessária.
No Compromisso com Limeira, essa reflexão também ganhou espaço com a criação do Grupo de Trabalho Mulheres, iniciativa voltada ao protagonismo feminino e à participação das mulheres nas questões de interesse da cidade.
Para o CCL, participação cidadã não se resume ao voto. Passa por acompanhar o poder público, ocupar espaços de diálogo, fiscalizar, propor e participar das decisões coletivas.
Uma democracia representativa também precisa ser uma democracia em que as mulheres estejam presentes em todas as frentes.




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